A fisioterapia respiratória desempenha um papel crucial no processo de transplante de medula óssea (TMO) devido a vários fatores que afetam os pacientes antes, durante e após o procedimento. Aqui estão os principais pontos que destacam a importância dessa intervenção:

 

Preparação Pré-transplante de medula óssea

  • Otimização da Função Pulmonar: Pacientes com doenças hematológicas muitas vezes apresentam comprometimento pulmonar. A fisioterapia respiratória ajuda a otimizar a função pulmonar antes do transplante, melhorando a capacidade respiratória e a oxigenação.
  • Treinamento Respiratório: Exercícios respiratórios específicos podem aumentar a resistência dos músculos respiratórios, preparando o paciente para enfrentar o período de condicionamento (quimioterapia e/ou radioterapia) que precede o transplante.

Período Transplante de medula óssea

  • Manutenção da Função Pulmonar: Durante o período de isolamento e condicionamento, os pacientes ficam mais sedentários e vulneráveis a complicações pulmonares, como infecções e atelectasias. A fisioterapia respiratória atua na prevenção dessas complicações, mantendo a ventilação adequada.
  • Técnicas de Desobstrução: A remoção de secreções é fundamental para evitar infecções respiratórias. A tosse assistida e o uso de dispositivos específicos ajudam a manter as vias aéreas limpas.

Recuperação Pós-transplante de medula óssea

  • Prevenção de Complicações: No pós-transplante, os pacientes continuam vulneráveis a complicações pulmonares devido à imunossupressão. A fisioterapia respiratória ajuda na prevenção de pneumonias e na recuperação da capacidade pulmonar.
  • Reabilitação Funcional: A reabilitação respiratória é essencial para restaurar a força e a resistência dos músculos respiratórios, que podem estar comprometidos devido ao longo período de tratamento e internação.
  • Melhoria da Qualidade de Vida: Ao promover a recuperação da função pulmonar, a fisioterapia respiratória contribui para uma melhor qualidade de vida, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com maior facilidade.

 

Estudos e Evidências

Estudos indicam que a intervenção fisioterapêutica no transplante de medula óssea melhora significativamente a função pulmonar e reduz a incidência de complicações respiratórias. Além disso, a fisioterapia tem sido associada a uma recuperação mais rápida e eficaz, aumentando as taxas de sobrevivência e melhorando os resultados gerais do transplante.

 

Conclusão

A fisioterapia respiratória é uma parte integrante e vital do cuidado multidisciplinar no transplante de medula óssea. Ela não só prepara e mantém os pacientes durante todo o processo, mas também facilita uma recuperação mais rápida e eficiente, reduzindo riscos e promovendo uma melhor qualidade de vida.

 

Referências:

  1. https://www.physio-pedia.com/Physiotherapy_in_Stem_Cell_Transplantation
  2. https://abrale.org.br/informacoes/fisioterapia/
  3. Atuação da fisioterapia em pacientes transplantados de medula óssea: revisão sistemática de literatura: DOI: 10.12662/2317-3076jhbs.v5i4.1207.p371-377.2017

 

Texto elaborado por Tamara Silvia Cardozo, Fisioterapeuta da Equipe da BIO SANA’S de Hematologia / Transplante de Medula Óssea e Enfermagem Dermatológica.

 

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https://www.biosanas.com.br/post/160/quais-as-etapas-do-transplante-de-medula-ossea-tmo

Sobre o autor
Dr. Roberto Luiz da Silva
Dr. Roberto Luiz da Silva
Médico coordenador da equipe de Hematologia e TMO da BIO SANA’S, Hospital IBCC (Instituto Brasileiro do Controle do Câncer) e Hospital Moriah.
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