O transplante de um órgão é sempre um procedimento de risco e o corpo fica fragilizado após a alta hospitalar, em especial no transplante de medula óssea onde a pessoa tem sua imunidade severamente comprometida. Diante destas situações muito se discute sobre o contato com os animais de estimação. O ideal é sempre encontrar um equilíbrio entre tratamento e a convivência com os seus animais.

O período após o transplante é intenso e muitas vezes desgastante ao paciente, sendo assim o desenvolvimento do plano de cuidados sempre deve ser individualizado considerando opinião e hábitos do paciente. É necessário desconstruir o paradigma de que somente a doença importa, buscando expandir os horizontes para a saúde e o estado de alegria e bem estar. Para quem gosta de estar em contato com os animais, é indicado uma relação de equilíbrio, os animais devem ter comportamento amigável, estarem devidamente limpos, ter acompanhamento anual com veterinário e verificar se os exames de fezes, tratamento anti parasitológico e atualização das vacinas estão  de acordo com o calendário vacinal da espécie, Os  animais  sempre devem ter seus exames negativos para parasitoses e ácaros,  doenças  da  cavidade  bucal  ou dermatológicas.Para o paciente fica a responsabilidade de evitar que nas brincadeiras o animal lamba a sua pele, feridas, cateteres, sondas ou outros dispositivos, ficar atento para que você não sofra pequenos arranhões e manter-se sempre longe da urina e das fezes do bichinho.

Apesar de parecer um encontro cheio de regras ambos os lados podem se beneficiar da convivência.

Sobre o autor
Dr. Roberto Luiz da Silva
Dr. Roberto Luiz da Silva
Médico coordenador da equipe de Hematologia e TMO da BIO SANA’S, Hospital IBCC (Instituto Brasileiro do Controle do Câncer) e Hospital Moriah.
Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
Nenhum comentário. Seja o(a) primeiro(a) a comentar!